quarta-feira, 7 de maio de 2008

Como conseguir sociedade na TV



Já começou o programa O Aprendiz 5 apresentado por Roberto Justus, a atração concede ao vencedor uma sociedade no valor de R$ 2 milhões, o maior prêmio da televisão brasileira. O programa recebeu cerca de 43 mil inscrições de todo Brasil. Depois de um árduo processo de seleção, realizado em parceria com o Sebrae, foram escolhidos os 16 finalistas. Serão esses que vão encarar as tarefas e a temida sala de reunião.


Primeira prova


Na primeira prova da quinta temporada de O Aprendiz, as duas equipes precisavam organizar uma corrida de patos de borracha em duas cidades do interior de São Paulo.
Cada grupo recebeu 10 mil patos de borracha que deveriam ser vendidos na cidade. No dia do evento, os patos numerados foram jogados em um rio. Ao final da corredeira, bóias afunilavam os brinquedos e o primeiro que passasse por um tubo era o vencedor.
A equipe Foccos conseguiu vender o dobro de patos que a equipe Masters e ganhou o prêmio da prova: um dia em Angra dos Reis e um jantar ao lado de Roberto Justus.

Justus na bronca


No resultado da prova, todos os participantes levaram uma bronca de Roberto Justus. "A prova teve um resultado pífio. Vocês podem ter talentos individuais, mas juntos são um fiasco. Vou premiar a equipe menos pior, porque as duas foram decepcionantes. Foi a pior tarefa da história do aprendiz". O conselheiro Walter Longo foi ainda mais longe na crítica. "Os dois grupos foram patéticos. Deu vontade de chorar".
Na sala de reuniões, as críticas continuaram, apontando erros do grupo Masters. Daniel, líder do grupo vencedor, também participou da sessão como conselheiro, assim como aconteceu na edição anterior.


Primeira demissão


Na sala de reuniões, Roberto Justus foi contra a decisão dos conselheiros, que sugeriam a demissão de Ricardo, líder do grupo Masters na corrida de patos que abriu a nova temporada do programa.
A decisão de Justus foi tomada após uma das frases de Leny. Ele perguntou o que os candidatos poderiam agregar a seus negócios caso se tornassem seus sócios. A carioca disse que tem um grande senso de observação, o que irritou o empresário.
"Não estou procurando por alguém que saiba observar, mas sim alguém empreendedor. Então por essa frase, Leny, do sonho de ser minha sócia, você está demitida", finalizou Justus.
Na próxima quinta-feira o programa apresenta uma nova prova - serão 15 durante toda a temporada - e ao final, mais um concorrente deixa a disputa pelo maior prêmio da TV brasileira.


Mais sobre O Aprendiz 5: Terra

domingo, 27 de abril de 2008

Barbie - A menina que ganhou o mundo

Por Ameliza Brum
Criação

Que menina nunca brincou, ou pelo menos sonhou, em brincar com a mundialmente famosa boneca Barbie? O que poucas garotas sabem é que essa esbelta e bela bonequinha foi inspirada em uma menina de verdade: Barbara Millicent Roberts, Barbie como era chamada pelos familiares.

Filha de Ruth e Eliot Handler, donos da empresa de brinquedos Mattel, Barbara adorava brincar com suas bonecas de papel que trocavam de roupa, foi então que sua mãe, inspirada na brincadeira da filha, teve a idéia de criar uma boneca que não só trocasse de roupa, mas também usasse roupas da moda e tivesse uma feição mais adulta, afinal de contas brincar de bonecas nada mais é do que brincar com o futuro, crescer, ter filhos e casinha.

Lançamento

Depois de conceber a idéia, Ruth e Eliot encomendaram a boneca ao designer Jack Ryan, em 1958 e foi lançada oficialmente na Feira Anual de Brinquedos de Nova York, usando um maio listrado branco e preto, no dia nove de Março de 1959.

Ruth e Eliot procuraram de deixar a imagem da Barbie a de uma top model, símbolo de beleza e juventude. Os primeiros exemplares da Barbie foram postos à venda por três dólares, contabilizando um total de 340.000 bonecas vendidas.


O sucesso de vendas trouxe outros modelos de Barbie e em 1961 foi criado, um outro personagem à família, Ken, o namorado. Ken também sempre acompanhou a moda da época, e variava o corte do cabelo, as roupas e as cores, de acordo com o último estilo.

A Barbie foi à primeira boneca a ser maquiada e a receber acessórios. Em meio aos anos 60 ela era a típica garota americana com seu twin-set de lã e faixas no cabelo, os acessórios eram compostos por perucas que vinham em três cores: ruiva, castanha e loura.

Evolução

Pop Star, modelo, primeira-dama, universitária, bailarina, astronauta, militar, política, aeromoça, dentista, a Barbie pode ser o que bem entender. E em 1962 ela se vestiu do ícone de moda, exemplo de elegância e bom gosto, com o famoso tailleur cor-de-rosa, Jacqueline Kennedy.

Em 1965, ela ganhou pernas flexíveis e em 1968 seu rosto ganhou um aspecto ainda mais jovem, com longos cílios e olhos azuis.

A primeira boneca negra, Christie chega em 1969. Também começaram a ser criadas as Barbies de Lingeries.

Christie

Foi criado o estilo Malibu em 1971 de cabelos louros e claros e pele bronzeada. O Ken não ficou para traz, ganhou uma versão John Travolta inspirada na onda Disco e no filme "Embalos de Sábado à Noite".

Os anos 80 foram marcados pelo glamour e mistura de proporções das roupas. Barbie apareceu em versão seriado Dallas com muito glitter e lábios vermelhos. As roupas foram marcadas por transparências e mangas bufantes. A maquiagem tornou-se mais obrigatória ainda e a Barbie se tornou muito mais glamurosa. Foi nesse período que iniciou-se a produção de bonecas para colecionadores.

Em 1980, teve início a coleção étnica, com Barbies vestidas de roupas típicas de vários países. Exemplos: México, Chile, Jamaica, Brasil, Inglaterra, Holanda, França, Itália, Japão e Nigéria. Ela se veste também como pessoas famosas.

Chegaram os anos 90 e Barbie não deixou a desejar, chegou dirigindo uma Ferrari, se divertindo, cantando e dançando. Seus cabelos estavam mais compridos que nunca e suas roupas cada vez mais sofisticadas.

A Barbie sempre procurou trazer a realidade para perto das crianças, seja em suas roupas da moda ou em seus atos politicamente corretos, em 1996, ela ganhou uma amiga paraplégica, Becky, que vinha com uma cadeira de rodas. No mesmo ano, foram lançadas Barbies com rostos de modelos famosas como Naomi Campbell.



O novo milênio chega e sempre acompanhando os momentos sociais, ela chega ao ano 2000 mostrando que é uma mulher moderna que trabalha e possui acessórios como celular e computador. Ela ganhou uma cara mais jovem e moderna, tudo para conquistar as meninas que preferiam bonecas mais ousadas. A partir de 2006, a Barbie vem ganhando uma nova cara, mais adolescente, que adora esportes e moda (claro). No ano passado, a Mattel lançou a nova geração da Barbie, que mistura a boneca com o iPod.

Influências

A influência da Barbie nos dias de hoje é visível e não pode ser desmerecida, sempre existem comparações e citações da boneca se alguém está vestida de rosa ou por ser loira. Fatos como esse provam que a Barbie cria um padrão de estética e beleza que não se restringe apenas às meninas que brincam com ela, mas também a toda sociedade. A “pequena” boneca da Mattel marcou gerações inteiras e continua sendo ícone do que é belo, certo e politicamente correto, o sonho de todas as meninas é ser a Barbie.

Para Jordânia Rodrigues, secretária de 22 anos, o presente perfeito para um aniversário de criança era uma Barbie. “Toda menina quer ser a Barbie, eu esperava os meus aniversários ansiosa, porque já sabia qual seria meu presente, o presente perfeito era uma Barbie”, afirma a jovem.

A turismóloga Alayse Vinhas ficou surpresa ao saber que a boneca havia sido inspirada em uma menina de verdade. “Saber que uma menina parecida comigo influenciou a criação da Barbie me deixa super feliz e um pouco espantada. Eu nunca imaginaria isso, sempre brinquei de Barbie e sempre achei que ela tinha sido feita por pesquisadores ou especialistas em brinquedos e não inventada pela mãe de uma menina comum”, diz Alayse.

Curiosidades

A Barbie tem seis irmãos: Skipper (1964), Tutti (1966), Todd (1966), Stacie (1992), Kelly (1995) e Krissy (1999). Em 2002, a Barbie deixou sua marca na calçada da Fama, em Hollywood, ao lado das celebridades como Marilyn Monroe e Charles Chaplin.

Em Julho de 2007, acompanhando a era tecnológica, a Mattel lança a nova geração de BARBIE, que é uma mistura de boneca virtual com tocador de MP3.

A boneca Barbie é vendida em mais de 150 países. A cada segundo, duas bonecas Barbie são vendidas em algum lugar do mundo, e no Brasil, são três bonecas por minuto.

Na lista de estilistas que já fizeram modelos sob medida para ela estão Christian Dior, Givenchi e até brasileiros como Walter Rodrigues e Lino Villaventura.

Barbie Dior


Até hoje, a Barbie já apareceu com mais de 45 nacionalidades e interpretou outros 75 personagens diferentes.

A boneca mesmo sendo símbolo de uma típica garota americana é fabricada na China.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Presidiário na Ficção e na Vida Real







Na ficção, o garoto Tweener foi parar na penitenciária Fox River após um mal-sucedido roubo de um card de beisebol. Já na vida real, o ator americano que interpretava o personagem na série "Prison Break", Lane Garrison, 27 anos, pode ser solto da cadeia por bom comportamento sem ter a necessidade de precisar fugir. A série dramática trata da vida de presidiários e suas tentativas de fuga da prisão. A série atualmente foi renovada para a sua quarta temporada.


Motivo da Prisão


Lane Garrison, que está cumprindo 40 meses de prisão por ter batido com o carro e matado um jovem de 17 anos e ferindo outras 2 meninas de 15 anos que também estavam no veículo com o ator, em dezembro de 2006, foi constatado que ele dirigia bêbado e também havia consumido cocaína, poderá ser libertado em janeiro de 2009. O motivo? Bom comportamento. A informação foi dada por uma pessoa próxima do ator ao E!News.


Sentimento do Ator


Esse mesmo amigo disse que o ator está usando o tempo para voltar a escrever roteiros e se sente melhor, depois de ter sido transferido para uma penitenciária de segurança média."Ele estava muito deprimido, não conseguia nem levantar da cama, que dirá escrever. Mas agora, pela primeira vez, ele consegue pensar no futuro.


Ver a Série na Prisão


Garrison que já viu a série na prisão contou sua experiência " É pura ironia eu ter feito essa série e agora estar vivendo isso. É surreal e enlouquecedor. Foi como sair do meu corpo, estar lá no meio de um bando de criminosos tatuados vendo o Michael Scofield tentando fugir... E gente lá, também querendo a liberdade!"


Arrependimento


Em uma carta divulgada pelo ator em fevereiro deste ano ele mostra arrependimento por toda essa situação "esse está sendo o ano mais difícil da minha vida. Espero que as pessoas, jovens e velhos, aprendam com meus erros, aprendam sobre o que pode acontecer quando você bebe e dirige. Tenho muito a dizer sobre a dor que estou sentindo e vendo dentro da prisão. É uma experiência angustiante e reveladora."
Veja matéria completa no série etc. e no tele séries.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A vida real na telona








Indicado ao Oscar como melhor filme, diretor, roteiro original e melhor atriz, Juno que estreou este ano nos cinemas, ganhou a estatueta de melhor roteiro original. O filme conta a história de uma adolescente de 16 anos que engravida do seu amigo de escola de maneira inesperada, e com o apoio da melhor amiga, do seu pai e madrasta, Juno resolve encontrar pais adotivos para seu bebê. Contado de uma maneira satírica e descontraída, o roteiro foi escrito sem apelar para conservadorismo politicamente correto e apesar disso, o filme tem seu tom dramático de maneira suave e no ponto certo.



Adolescentes Grávidas



O tema de Juno é bastante atual e constante em todo mundo. De acordo com estatísticas, 67% das adolescentes que engravidam, não fazem uso de nenhum método contraceptivo. Só no Brasil hoje, são mais de 700 mil partos de adolescentes por ano. Na maioria das vezes essas adolescentes não são preparadas financeiramente e nem emocionalmente para virarem mães e cuidar dessas crianças como é o caso de Juno, e acabam abortando ou concebendo seus filhos para adoção. No caso do Brasil, o perfil idealizado aos interessados em adotar uma criança não é sempre o que se encontra nos abrigos do país. A maioria das crianças são afro-descendentes e 61,3% delas tem idade entre 7 e 15 anos, o que não é o perfil de muitos candidatos que procuram uma criança, pois sempre vão a procura de bebês e de pele clara.



História Real



Uma história da vida real que já foi vista na telinha, é de Ana Lúcia de Souza Borges e seu marido Henrique Medeiro Borges que durante 3 anos tentaram ter seu bebê quando descobriram que Ana tem o útero rudimentar e não pode engravidar. O casal então teve a idéia de adotar uma criança, mas durante muitas conversas pensaram em outra idéia e resolveram procurar uma “barriga de aluguel”. Ana Lúcia conta que a idéia surgiu do próprio marido por preferir um filho biológico e diz que o processo foi bastante longo e cansativo, que tiveram que pesquisar muito até encontrar uma mulher disposta a submeter-se a essa experiência. “Nossa tivemos muitas dificuldades, não foi fácil conseguir e hoje graças a Deus estamos com nosso filho e muito felizes”.



Barriga de Aluguel



Como em Barriga de aluguel exibida no ano de 1990 pela Rede Globo, que abordou o tema da fertilização in vitro e contou a história de um casal que assim como Ana e Henrique optaram por essa decisão depois de diversas tentativas fracassadas para engravidar. No caso de Ana e Henrique a sua “fada madrinha” foi Renata de Souza Siqueira irmã de Ana que já é mãe de dois filhos. “Vendo o desespero da minha irmã e do meu cunhado, conversei com meu marido e aceitei participar dessa experiência”. Na novela em troca de 20 mil dólares, a jovem Clara interpretada por (Claudia Abreu) aceita emprestar seu útero para a experiência. Só que, durante a gestação, Clara é tomada pelo sentimento da maternidade e, após um complicado parto que a deixa estéril, ela se recusa a entregar a criança, fugindo com o bebê. Esse não é o caso de Ana e Henrique que graças ao sentimento de amor e afeto, Renata deu a luz ao filho do casal, Pedro que hoje está com 4 anos.



Temas Reais



Grandes temas são abordados em novelas, filmes e peças de teatros. Assim como Juno que fala sobre gravidez na adolescência e adoção e Barriga de Aluguel fala sobre fertilização in vitro, muitos outros temas reais fizeram e fazem parte de grandes roteiros que abordam assuntos polêmicos e atuais, e de sua maneira passando emoção para quem vê e realidade para quem vive ou já viveu sobre o assunto abordado. E será sempre assim: A vida imitando a arte e a arte imitando a vida.

sexta-feira, 28 de março de 2008

O Segredo do Big Brother




Chega ao fim mais uma edição do Big Brother Brasil. Quer exemplo maior de mistura entre o que é real e o que é ficção? Muitos “intelectuais”, jornalistas, ou até mesmo “cidadãos comuns”, criticam este tipo de programa, por achar fútil e sem cultura. Já o jornalista Pedro Bial, apresentador do programa, diz que Big Brother é tão cultura quanto Guimarães Rosa. Seria então Pedro Bial, um sem cultura? Acho que as pessoas confundem um pouco o conceito de cultura.

O que é cultura?

Pois bem, cultura é o conjunto dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores morais e materiais, característicos de uma sociedade. Uma pessoa pode ter a cultura, por exemplo, de lavar as mãos antes de comer. Outra, pode ter a cultura de não passar por debaixo de escadas. Uma sociedade pode ter a cultura de crer em determinado “santo”, ou folclore. Cultura e educação são duas coisas distintas. Portanto, esta questão de que os “reality shows” são para pessoas sem cultura, já está ultrapassado. O interessante, é que todos criticam tais programas, mas esta oitava edição do Big Brother Brasil, bateu todos os recordes de audiência dos programas anteriores. Na final, por exemplo, foram mais de setenta milhões de votos.

Espiadinha

O fato é que observar a vida alheia já faz parte da nossa cultura, incitado principalmente pela mídia. Ninguém consegue ficar, como diz Bial, sem dar aquela espiadinha. Pode não ser no Big Brother, mas quem nunca reparou na vida de outra pessoa? Saber como se comportam as pessoas dentro de casa, quais são seus maiores conflitos, se alguém tem o mesmo problema que o seu, é comum de acontecer. Pois então, está aí a receita. Pessoas dispostas a mostrarem suas “realidades”, sendo vigiadas por câmeras 24h por dia. Não é o máximo? Assim, ninguém precisa bisbilhotar a vida do vizinho.rs...

A propósito, a maioria dos participantes que se inscrevem para o programa, busca a fama. Vivemos em uma era, em que a maioria das pessoas leva bem a sério o que Andy Warhol, pintor e cineasta norte-americano, disse: que “todos no futuro terão direito a quinze minutos de fama”.

O Big Brother

O Big Brother Brasil (BBB) é um reality show que teve a sua primeira edição realizada em 2002. É a versão brasileira do reality show Big Brother, que teve a sua primeira edição mundial realizada em 1999 na Holanda. O nome do programa deve-se à novela 1984, escrita em 1948 por George Orwell, no qual o Big Brother (ou Grande Irmão como foi traduzido nas versões lusófonas do livro) é o líder que tudo vê da Oceania. Líder este que governa o mundo ocidental em um futuro fictício. Representado pela figura de um homem que provavelmente na trama não exista, vigia toda a população através das chamadas teletelas, governando de forma despótica e manipulando a forma de pensar dos habitantes. O programa consiste no confinamento de um número de participantes (na maioria das edições, 14 ao todo) em uma casa cenográfica sendo vigiados por câmeras 24 horas por dia, sem conexão com o mundo exterior. Os participantes não podem falar com seus parentes e amigos, não podem ler jornais ou usar de qualquer outro meio para obter informações externas.

Pois bem, não podemos negar que às vezes pensamos que a grama do vizinho é mais verde. Portanto, para aqueles que gostam do programa e também para os que não gostam, um aviso: O big Brother Brasil vai continuar no mínimo até a décima primeira edição.

A gente continua de olho!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Arte, Realidade e Ciência - A ligação

Durante muitos séculos, a arte procurou imitar a realidade, principalmente as artes visuais como a pintura, o desenho e a escultura. O valor do artista estava, então, na sua capacidade de imitar a natureza com fidelidade e perfeição. As obras desse período em que prevalece a arte figurativa transmitem pequenas narrativas e informações preciosas, tais como os traços da personalidade da pessoa, detalhes do nível social e da forma de vida, referências às circunstâncias históricas e aos costumes, etc. Essa exigência de copiar a realidade vem dos gregos e romanos, ou seja, da antigüidade clássica.

Mudança

Entretanto, as manifestações artísticas se modificaram e se libertaram dessa necessidade de retratar fielmente o real, passando a expressar as idéias de forma abstrata. Talvez este caminho para a abstração- para a imagem que não é realista- tenha sido apressada pela invenção da fotografia, do cinema e da televisão. Esses meios conseguem uma fidelidade muito grande em relação a realidade. As descobertas científicas também levam o artista a procurar novas formas de expressão, já que novos conhecimentos trazem novos questionamentos e inquietações. Quando você observa um quadro abstrato, onde as figuras não são facilmente identificáveis, tem de olhar com outros olhos, com outros critérios, com outras expectativas. Nesse caso, as sensações que o quadro provoca são mais importantes que as informações que pode fornecer.

Olhar

A arte é uma forma de interpretação do mundo. Quando um artista produz uma obra, ele está colocando nela sua própria visão do que é o ser humano e de qual é o significado da nossa existência. Sua percepção da realidade passa por um filtro da emoção e da sensibilidade.

Ciência

Podemos dizer que a arte é uma forma de conhecimento que tem semelhanças e diferenças em relação à ciência. Ambas são formas de compreensão do mundo, sendo que, na ciência, predominam a análise, a pesquisa e o raciocínio lógico, além de exigir um pouco da imaginação, pois o cientista procura o que ninguém ainda sabe. Para isto ele usa uma boa dose de criatividade ao estabelecer suas hipóteses. As duas formas de conhecimento transformam o mundo, antecipam o futuro, pois são inovadoras e descortinam uma nova maneira de ver.

Evolução

As manifestações artísticas e o modo como compreendemos e representamos a vida, sofrem influência das descobertas e invenções científicas. Tudo transforma a arte, desde a invenção de novas tintas, de novas técnicas (fotografia, cinema, televisão, vídeo, computador...) até a de novas formas de fabricação de materiais. Todas as formas de acontecimento influenciam as pessoas e a sua maneira de ver o mundo e, portanto, interferem na expressão artística.

Objetivo

A arte tem várias funções na sociedade e na cultura: interpretar o mundo; provocar emoção e reflexão; expressar o pensamento e a visão do mundo do artista; explicar e refletir a história da humanidade; questionar a realidade; representar crenças e homenagear deuses, pessoas, fatos, idéias entre muitas coisas.

A experiência estética que a arte proporciona é uma forma de felicidade muito especial porque é transformadora. Ela nos modifica pela emoção. Para interagir e apreciar a arte usamos nossas experiências anteriores; a percepção; habilidades comunicativas, visuais e espaciais; informações; sensibilidade; imaginação. Assim, quanto mais desenvolvermos estas capacidades, competências e habilidades, mais nos aproximaremos do mundo da arte.

Texto transcrito do livro "Explicando a Arte".
Veja matéria completa no grama do site.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Eri Johnson- Um Zeca Pagodinho da Portelinha






Convidado por Wolf Maya, diretor da novela, para viver o sambista que adora uma "birita", Eri conta que não teve nenhum preparo especial na hora de compor o personagem. "Não sei fazer laboratório", admite, aos risos. Mas Eri revela que se inspirou em um conhecido sambista: Zeca Pagodinho.

Trejeitos
Seu amigo de longa data, Eri procurou incorporar seus trejeitos e seu modo de falar. "A preocupação foi colocar no Zé da Feira a essência do Zeca, o respeito que ele tem pela família, pelos amigos", conta o ator. Costumo ensaiar com o Zeca, que me dá vários toques. Ele é um grande amigo! Também participei de alguns musicais do Wolf Maia. Sem contar que quando vou ao show de algum amigo, acabo subindo no palco para fazer uma brincadeira.”E a atuação de Eri tem sido aprovada pelo próprio Pagodinho.

Elogios
Outro dia, o músico ligou para o ator elogiando sua performance na cena em que Zé da Feira coloca fogo na Portelinha. "O Zeca me ligou e disse: pô, bebedeira total, 'cumpade!' Pior é que você fica transfigurado, fica outra pessoa", conta, imitando a maneira de falar do pagodeiro. Acostumado a interpretar tipos bem-humorados, Eri conta que Zé da Feira é um personagem especial. Até porque, na hora de interpretá-lo, ele tem de dosar muito bem drama e comédia. "Tenho consciência de que estou representando um alcoólatra e que, como tal, tem uma baita responsabilidade social. Mas fico louco quando aparece uma brecha para a comédia", confessa, aos risos.

Veja matéria completa no uol notícias e o fuxico.